Não me Abandone Jamais




Sinopse: O segundo filme escolhido para análise se intitula "Não me Abandone Jamais". Narrado sob a perspectiva e visão da personagem Kathy, o longa-metragem apresenta a rígida rotina as quais crianças de um colégio inglês estão submetidas. Além de Kathy, o filme também se encarrega por evidenciar a amizade que esta possui com outros dois personagens: Ruth e Tommy. O clímax do filme se dá no momento em que, ao desenrolar-se a trama, os personagens, através de sua nova tutora, descobrem que são clones exclusivamente gerados para doação de órgãos. O ápice da cena dá-se enquanto, junto à atenção dos espectadores, as crianças desvendam que por conta disso possuem um tempo limitado de vida.

A problemática evidenciada neste filme aborda questões que tocam a emoção, visto que, põe-se em pauta a dúvida acerca da presença de alma nestes clones. Por mais que o desfecho seja deveras interessante e envolvente, nos atentaremos à apenas o que tange a criação destas crianças para serem unicamente doadoras de órgãos. O intuito dissecar este outro assunto gira em torno do seguinte dilema moral: Até em qual ponto seria legítimo sacrificar a vida de indivíduos para estabelecer um bem-estar à outrem?

Semelhantemente ao outro longa também presente no blog, este aborda a criação de seres para que possam prover à outros. Entretanto, aqui a finalidade é meramente que eles contribuam com esses outros quando atingirem certa idade e for preciso que sejam "sacrificados" para que isso se realize. Não poderão continuar suas vidas e não possuem o futuro esperável. Entretanto, quando doarem seus órgãos, beneficiarão uma grande quantidade de pessoas. Diante da ótica utilitarista, colocamos em pauta ser aceitavelmente moral esse tipo de prática. Aqui, como um avanço, nos dias atuais, menos palpável para a ciência, se viesse a ocorrer, teríamos de calcular os saldos resultantes de tais ações. Se o bem coletivo fosse em maior escala, então seria ético a utilização dessa prática. Mais pessoas teriam acesso ao prazer, a felicidade. Porém é necessário indagar se a ciência estaria avançando campos "desconfortáveis", que resultariam em maiores prejuízos do que benefícios, ou seja, menor prazer e maior dor. Uma prática deste gênero seria moralmente aceita? Enunciamos esta análise tendo em vista o que utilitaristas enxergariam como moralmente aplicável, porém temos ciência do quão divergente pode ser classificar um evento que envolve uma enorme gama variáveis, tais como a comoção e a compaixão, visto que ambas as questões tratam com vidas em jogo - tanto as que se salvam, quanto as que se sacrificam para salvá-las -.

Nenhum comentário:

Postar um comentário