Utilitarismo

John Stuart Mill


O utilitarismo é uma corrente teórica que se originou por meio de diversos autores que partilhavam dos mesmos ideais e também de propostas de reformas sociais. Colocaram em questionamento motivo o pelo que os levariam a obedecer uma lei, e concluíram que este não seria o contrato. Foi a primeira escola filosófica do mundo moderno, formada por indivíduos que conversavam e interagiam entre si.

Para os utilitaristas, podemos entender o mundo por intermédio da racionalidade empírica. Racionalidade clara, precisa, que possa ser facilmente entendida. Tem suas bases no pensamento iluminista sobre o conhecimento humano baseado na razão e tudo o que de forma geral abrange. Desejavam, à partir disso, entender o comportamento humano. Assim sendo, as ações humanas se dariam à partir da premissa de que o ser que as pratica se trata de um ser cognitivo. Portanto, em suma, para os utilitaristas ética começa a partir do momento em que buscamos o bem e deixamos o que é mal.
Assim, um ser humano por meio da razão sabe distinguir as ações para cada momento. As consequências de uma ação realizada vão dar o teor de seu julgamento, ou seja, uma ação será considerada boa ou má dependendo das consequências geradas à partir dela. Para eles, se a razão for utilizada, pode-se resolver o problema da conduta humana. Isso se chama princípio da utilidade ou princípio da felicidade de maior número - a dor e o prazer são o que nos impulsionam. Queremos fugir da dor e atingir o prazer.
Todavia, não podemos elencar o utilitarismo como individualista, visto que não visa suprir os interesses apenas de um único ser. Dentro desta corrente, considera-se que se o prazer atingir um maior número de indivíduos é, deste modo, válido que uma quantia menor seja sacrificada por este bem maior.

Jeremy Bentham, um importante contribuinte para o utilitarismo, coloca em pauta que a natureza oferece ao ser humano dois senhores, a dor e o prazer. Para o autor, uma ação a ser considerada boa é a que irá proporcionar prazer, felicidade para quem sofrerá suas consequências. Se beneficia mais pessoas, é correta. Prazer seria classificado como uma sensação preferível a nenhuma, e dor como algo que prefere-se nada à senti-la.

Existem 6 princípios fundamentais que são:
1. Princípio de Utilidade: promoção da felicidade dentro do que for possível, por meio da ética. Maior prazer possível.
2. Princípio da Identidade de Interesses: todos queremos prazer e ninguém que a dor.
3. Princípio da Economia dos Prazeres: o prazer é mensurável. Para saber se as consequências são ou não válidas, existe um cálculo.
4. Princípio das Variáveis Concorrentes: o cálculo dependerá de variáveis específicas intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza, extensão.
5. Princípio da Comiseração: o sofrimento gerado no outro também irá gerar sofrimento em mim. Se todos fossem felizes, eu seria mais feliz também.
6. Princípio da Assimetria: prazer e dor não são simétricos. Se elimino a dor, aumento em prazer.
Pela razão e pela lei que ditarás as ações corretas, os utilitaristas pretendem deixar o indivíduo mais feliz.

Ao lado de Bentham, John Stuart Mill é um dos mais importantes e conhecidos autores dessa corrente. O autor hierarquiza os tipos prazeres, sendo assim uns mais valiosos que outros. Algo moralmente correto não teria a presença de dor e teria o máximo de prazer, ambos dentro do que fosse possível. Portanto, em suma, é imprescindível destacar que estes, segundo Mill, não deveriam se submeter à apenas avaliações quantitativas, mas também deveriam abarcar reflexões qualitativas, visto que, quanto mais desejável é um prazer, mais valioso ele será e se sobreporá aos outros.

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